Joaçaba - Santa Catarina, 27 de julho de 2007 Diretor Proprietário: Mário Serafin


Jornal CIDADELA

Assumimos o compromisso de reeditar um trabalho, uma responsabilidade para nós maior do que fazer algo novo ou inédito.

Para os mais antigos, o Jornal CIDADELA não é novidade e sim um documento que marcou época, sendo talvez o mais polêmico já existente no Município de Joaçaba, repercutindo fora de suas fronteiras, principalmente a nível regional e na Capital de Santa Catarina, Florianópolis, pela sua contestação ao sistema de escolha dos governadores, indicados pelo Governo Militar. Nasceu no meio à Ditadura Militar, e como todos que a contestaram, acabou sendo comprado e transformado num jornal que defendia os interesses do poder, e, seu fundador, Julio Cezar Tomaz transferiu-se para a cidade de Balneário Camboriú, aonde veio a falecer anos depois.

Mas, marcar época no passado, não quer dizer que vamos viver dessas glórias, mas sim, buscar algo novo e capaz de traduzir o interesse da coletividade em suas páginas, de maneira simples e humilde, sem confundir humildade com submissão ou “atrelamento”.

Para conhecimento dos que nasceram depois de 1983, ou mesmo antes e, por serem muito jovens na época, Cidadela no Dicionário Michaelis significa: 1. Fortaleza defensiva de uma cidade; 2. Centro importante, onde uma doutrina é defendida ou mantida; 3. Arco, no futebol. Cidadela na bíblia: SALMOS 90, 1 e 2: “Tu que habitas sob a proteção do Altíssimo, Que moras à sombra do Onipotente, Dize ao senhor: sois me refúgio e minha cidadela , Meu Deus, em quem eu confio”.

O Jornal Cidadela tem como diferencial a linha Opinativa e Informativa, repercutindo os assuntos de Joaçaba e Região. Vamos nos ater o que diz o Dicionário Michaelis e de maneira própria, o nosso compromisso é ser um órgão de proteção de sua cidade. Proteger hoje a população não é mais construir um muro, mesmo porque não vivemos em guerra, mas sim proteger as pessoas com o mal da política e os maus administradores do dinheiro público. Elevar e engrandecer aqueles que dignamente trabalham e fazem de sua maneira obras que vem em benefício da população e de sua família. Não somos e nem pretendemos ser os donos da verdade, mesmo porque todos terão direito a defesa pelas suas atitudes e seus atos. Também não queremos de maneira nenhuma denegrir o nome da cidade ou de pessoas e falaremos sempre de suas atitudes e nunca no sentido pessoal. Levamos em conta a conclusão do psicólogo americano David Dunning; “Sábios são os que sabem que não sabem. Incompetentes não sabem que são incompetentes. Dunning aplicou provas de gramática e lógica a voluntários. Surpreso percebeu que os alunos que iam mal eram os que achavam que iam bem. Na média esse grupo dizia ter acertado 62% da prova, quando a proporção real não passava de 12%. Ou seja, eles apresentavam duas falhas: não conseguiram fazer o teste direito nem eram capazes de saber que eram incapazes. Para ele esses defeitos sempre andam juntos. Isso pode parecer óbvio, disse ele. Mas até eu aprendi algo. Comei a pensar que deve haver muita coisa que eu sou ruim e que não percebo”. Com essa cautela editamos o nosso Jornal.

Jornalista Mário Serafin
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Edição nº 334
Data: 13/07/2007